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Serafina Sempre: Relíquia de nossa história

Segundo o dicionário de língua portuguesa, votar significa decidir; fazer voto de; prometer solenemente; opinar por voto contra ou a favor de alguém ou de alguma coisa. Votar era um privilégio de poucos e eleições eram associadas não só a partidos políticos, mas também as questões econômicas dos que se candidatavam e dos que votavam. Além disso, era muito fácil alterar resultados, como por exemplo, as eleições que aconteceram durante o Império e a Primeira República Brasileira (1889-1930) que eram conhecidas como eleições a bico de pena, isso porque eram fraudadas diretamente no ato da computação dos votos. Nessa época, o eleitor deveria assinar um livro de presença após depositar sua cédula na urna. Ao final da votação, cabia à mesa de trabalhos declarar o número de eleitores que compareceram e apurar os votos, alternado-os com muita facilidade.

Nesse período, além do voto ser exclusivamente masculino, o título eleitoral era muito diferente dos padrões que conhecemos hoje, como podemos observar no documento pertencente ao Arquivo Histórico Municipal, de Gregório de Negri, agricultor, que viveu na linha 11 (atual município de Serafina Corrêa, que pertencia a Guaporé), com data de 1910. Uma verdadeira relíquia com mais de 100 anos de história, que nos apresenta a realidade do interior em um país que há pouco havia se tornado República, mas que ainda possuía muitos resquícios do Brasil Colônia.

Votar vai além de digitar e confirmar. É um ato de cidadania, de direito conquistado, de liberdade de escolha, de consciência e de esperança. Cabe a todos nós decidirmos e optarmos pelo melhor, em uma caminhada sempre em busca de mudança positivas.

Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Serafina Corrêa